terça-feira, 11 de setembro de 2012

Enquanto isso, no corredor 11

Minha esposa resolveu marcar um play date. Um play date é um compromisso para brincar. Isso mesmo, brincar.

Quando se tem criança aqui no Canadá e quer promover algum evento de brincadeiras entre seu/sua filho(a), você marca um encontro com os pais de outras crianças... Bom acho que já entenderam como funciona!

No total foram 8 crianças brincando no nosso quintal! Uma festa grande, muita gritaria, banho de mangueira, etc.

Karlson, o que tem haver brincaira de criança com corredor 11?

Nada, pelo menos nada diretamente. Apenas quis contextualizar um pouco a história :)

Como preparativos para o evento, tive que ir ao supermercado, e cheguei lá portando aquela famosa lista de comprar que toda mulher acha que é bem explicada, mas que todo homem passa 2 horas para entender e saber qual produto levar.

Karlson, foco na história!

Bem, dois dos ítens eram sorvete e casquinha dede sorvete.

Para todo homem isto é muito vago e para evitar ficar ligando resolvi usar a técnica do pegar 3 de cada!

Opa, onde ficam as casquinhas de sorvete. Após 20 minutos rodando os corredores achei uma moça gentil que me apontou o corredor 11. O corredor 11 é a perdição para os que gostam de doce. Diabético passa mal só em chegar perto!

Tave eu enchendo a cestinha de compras com 3 coberturas (chocolate, caramelo e morango), 3 tipos de casquinhas diferentes (cone waffle, copo waffle, cone de açucar), MM's para usar como complemento, quando me aparece um gordinho que começa a conversar!

Ele: Meu médico me disse para eu ficar afastado deste corredor
Eu: (sorrindo): haha, por isso que não vou ao médico!
Ele: Poxa, sua cesta tá bem recheada, a festa vai ser boa!
Eu: Espero que sim!

Como este povo de Calgary é simpático! Não me canso disso :)

Textos relacionados:
Enquanto isso, no escritorio
Enquanto isso, no pronto socorro

Obs: No final do blog tem um calendário com os eventos de Calgary

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Em casa só falamos Português! Será?

Desde que a nossa filha nasceu, nós tentamos manter dialogos somente em português. Isso ajuda a pequena a reconhecer a estrutura das frases em português e até mesmo a enriquecer o vocabulário dela.

Bom, a cada dia minha filha tem aparecido mais e mais com palavras e frases em inglês. O que acho é que o universo de assuntos que temos em casa não é o mesmo que ela aprende na creche.

Um dia destes eu estava indo deixá-la na creche quando ela disparou:

Sarah - Daddy, não quer escola!
Eu - Por que você não quer ir par a escola?
Sarah - Daddy, I wanna go shopping!
Eu - (cara de espanto ) - Mas filha, o que você quer comprar?
Sarah - I wanna buy ice cream! I love Ice Cream!

Fiquei sem saber o que comentar e chegamos na escola. Fui conversar com a gerente da creche e contei a história, aí ela falou, Ah, sempre brinco com ela de comprar ice cream.

Bom, se eu quiser que ela tenha o mesmo diálogo em português, vou ter que ter a mesma brincadeira em protuguês.

Ainda bem tem aqui em Calgary tem o projeto Tim Do Lêlê, onde a Sarah aprende português brincando. Durante o verão foi recesso, mas já já ela vai voltar para as aulinhas de português!


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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Enquanto isso, no pronto socorro...


Um belo dia Josy e eu estávamos no pronto socorro esperando atendimento (calma, não foi nada grave. Como a saúde aqui é pública, você pode ir ao hospital para tratar até unha inflamada), pois a Josy estava com a garganta inflamada. Como o atendimento nas emergências é demorado, pode-se esperar boas 4 horas, eu resolvi bater um papo com pessoas que apareciam por lá.

Não, eu não tava de saco cheio de falar com a Josy, mas ela com a garganta inflamada queria ficar calada.

Aparece um sem teto, todo sujo, com um baita corte na cabeça. Ele se aproxima, e senta bem próximo a mim.

Não me contentando em ficar quite, resolvi perguntar o que tinha acontecido com ele.

Palavras dele:

"Um n#gr# fud#d# me bateu com um taco de baseball, só porque eu estava dormindo no alley"

Primeiro, não sou racista, segundo, ele colocou muito mais palavrões na frase, terceiro, o alley é uma ruazinha que fica no meio dos blocos e serve de acesso a porta dos fundos dos prédios.

Eu fiz aquela cara de dor e espanto e comecei a fazer perguntas.

Eu: De onde você é?
Ele: Irlanda.
Eu: E por que você vei para o Canadá?
Ele: Eu fiz muitas coisas ruins no meu país e me expulsaram de lá.
Eu: Hummmm (fiquei em silêncio tentando pensar em alguma coisa para perguntar, mas só me vinha a cabeça a ideia que ele era algum integrante do IRA e que tinha explodido alguma coisa por lá.)
Ele: Whatch my back - Expressão usada por alguém que vai fazer alguma coisa e precisa de um cúmplice :), é mais ou menos algo do tipo, olha se ninguém vê.

De repente ele tira uma garrafa de bebida alcoólica de dentro do caso, e dá um generoso gole. Em seguida, guarda a garrafa e agradece.

Neste momento a Josy vendo aquilo tudo me chama, e eu digo ao cara que preciso voltar para perto da minha esposa.

Ele disse bye e se voltou para uma mulher que estava perto e começou a conversar com ela.


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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Enquanto isso, no escritório...


Aqui no Canadá trabalho como contractor, isso é o equivalente ao nosso PJ do Brasil.

Neste novo contrato, fui contratado para ficar apenas 3 meses, as tarefas foram crescendo e meu contrato já foi prorrogado para 6 meses, espero ficar mais tempo, pois gosto daqui! Qualquer dia escrevo como é trabalhar aqui, mas hoje a história é para relatar uma coisa engraçada que aconteceu.

Quando comecei aqui meu chefe pediu um monitor apenas, e geralmente a galera tem 2 monitores. Bom, não tinha problema algum para mim, mas ele via que quando eu estava fazendo certo tipo de atividade, um monitor extra ajudaria muito.

Uma colega entrou de licença maternidade e meu chefe veio logo com a ideia de que eu podia pegar um dos monitores dela. A ideia era muito bom e eu resolvi ir lá pegar o monitor.

No dia seguinte eu estava bem feliz com dois monitores e chega o técnico da empresa para preparar verificar os equipamentos para a pessoa que iria ocupar o lugar da recém mamãe.

Olhei para o meu chefe e ele fez um sinal de silêncio. Depois ele veio e disse, se não perguntarem, você não fala nada :) Eu respondi: "OK bossyou are in charge" (Tudo bem chefe, você é quem manda!)

Passaram-se alguns dias e quando eu entro no escritório a primeira cara que vejo no meu trajeto é a da jovem que substituiu a mamãe na sua licença maternidade. Parei, me apresentei e dei as boas vindas, mas enquanto eu falava com ele, fiquei na maior dúvida se comentava sobre o monitor ou não.

Resolvi comentar e disse na lata:

"Ah, você precisa de um segundo monitor? É que eu peguei o monitor extra que estava na sua mesa, mas se você precisar, eu devolvo."

Sabe o que ela falou? Não precisa, um monitor está bom para mim.

Você deve estar perguntando, Karlson, onde está a parte engraçada da história. Eu digo, calma, que eu chego lá!

Mais alguns dias se passaram e uma outra colega veio me pedir algumas informações sobre o projeto e a novata veio junto. No momento do encontro, a nossa colega perguntou se ela já me conhecia e ela disparou:

"Sim, conheço sim, ele surrupiou o meu monitor extra :)" Ela falou em tom de brincadeira, e a outra colega não parou de rir por um bom tempo!

Acho que vou ficar conhecido como o lalau de monitor!

lalau = larapio = ladrão


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Conversas de elevador


É eu sei, faz tempo que não escrevo aqui! Para ser sincero, foi difícil remover todas as teias de aranha para poder voltar a escrever aqui!

Quando eu entrava em um elevador no Brasil, todos ficavam calados! Não porque entrei, mas porque as pessoas tem o costume de ficar calado em elevador, pelo menos é a experiência que tenho da terra que vim.

Aqui em Calgary, já notei a algum tempo, as pessoas falam com você no elevador. Você deve estar pensando: "Claro, as pessoas que conhecem o Karlson deve falar com ele".

Não me refiro as pessoas que conheço, mas sim as pessoas que nunca vi ou que vi apenas algumas vezes.

Para exemplificar vou contar a conversa que tive com um cara que dó ví duas vezes na vida.

Conversa de hoje no elevador (tradução em texto livre)

Ele: Olá, a aquanto tempo!?
Eu: Pois é, faz bastante tempo mesmo!
Ele: como está o seu dia até agora?
Eu: Tudo indo bem. A propósito, muito bacana este seu terno!
Ele: Obrigado! Eu tento vir casual, mas quando faço isso todos pensam que eu trabalho na Home Depot (É um localq ue vende tudo para casa, material de construção, madeira, coisa de jardinagem, etc )
Eu: Comecei a rir e saí do elevador.

Como esta conversa já encontrei diferentes pessoas que conversam comigo como se fosse amigos de longas datas.

A primeira vez que conversei com ele foi durante a festa de Stampede (Uma festa onde todos tendem a se vestir de vaqueiros. A festa dura 10 dias e ocorre no começo de julho)

Não lembro bem o teor da conversa, mas foi algo que girou em torno do chapéu dele, pois lembro dele mencionando que ajudava a proteger a careca dele do sol :)


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segunda-feira, 20 de junho de 2011

No Canadá não tem isso não!

Quando eu estava para mudar para o Canadá, escutei várias pessoas falando, no Canadá não tem isso, não tem aquilo.

Após três anos morando aqui aprendi que se você acha que não exoste, é pq você ainda não encontrou aqui. Neste 3 anos já encontrei muita coisa.

Resolvi escrever este texto em homenagem ao amigo Alexei. Estes dias eu estava vendo o facebook e ele comentou que aqui no Canadá não tem água de côco. A verdade é que tem sim. É uma bosta o sabor, mas existe!

A água de côco pode ser encontrada no Superstore em 3 locais diferetes. Primeiro local é o côco inteiro, já descascado. Ele vem acho que da Tailandia, e o sabor é de uma água com muito adoçante. O segundo é na seção asiática tem umas latinhas de água de côco e de leite de côco. E a terceira e última, é a melhor de todas, pois é fabricada no meu "cearazim" :)

Isso mesmo, ela vem lá de Itapipoca, Ceará! Seguem as fotos da embalagem.





Basta ler no final da foto maior o local de fabricação :)

Obs: No final do blog tem um calendário com os eventos de Calgary

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